Por Henrique Terroni Filho
Na matéria “Mudanças – vale a pena?”, já publicada, comentei que a tecnologia atual de televisionamento dos jogos, tomadas em close, repetição de golpes e jogadas, etc, coloca-nos em contato, em tempo real, com o tênis de alto desempenho praticado pelos maiores jogadores do mundo. E que esta tecnologia, algumas vezes, complica o trabalho do professor quando o aluno, de repente, quer alterar um fundamento para imitar o profissional que ele viu jogando.
Existe outra implicação neste contato direto, pela TV, com os grandes torneios e jogadores. É a ilusão que tudo é fácil. Que estar em todos os locais da quadra, distribuindo backhands e forehands poderosos, a bola batendo a milímetros da linha numa velocidade alucinante é algo simples que se consegue facilmente. Que basta querer, o jovem tenista vai sair pelo mundo vencendo torneios e ganhando milhares de dólares.
O objetivo desta matéria não é frustrar sonhos e projetos. Mas colocar a situação dentro de uma perspectiva real, a fim de que não sejam alimentados sonhos não factíveis.
Recentemente, uma mãe veio procurar-me para ensinar tênis ao filho, um menino de 9 anos. Após tudo acertado, ela disse-me: “Meu filho assiste a todos os jogos pela TV. Ele é fã do Nadal e quer ser profissional. Você pode fazer dele um campeão?”
Olhei bem para ela e disse: “Para ser um profissional, do nível do Nadal, é necessário que ele preencha 40 quesitos (número aleatório, que me surgiu na hora). O primeiro ele já cumpriu, que é a idade que ele vai iniciar. Faltam 39!”
“Você acha, então, que é impossível?”, ela perguntou, desapontada!
“Nada é impossível. Mas é muito mais difícil do que a senhora possa imaginar”, respondi.
Leia o texto completo aqui.